
A dragagem da Baía Babitonga, considerada a maior obra de engordamento de praias do país em extensão, teve a ordem de serviço assinada nesta terça-feira (23), em Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina.
O projeto inédito prevê a retirada de 12 toneladas de sedimentos do canal de acesso ao complexo portuário da baía, que passará de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de navios de maior porte.

“As companhias marítimas estão atualizando suas frotas com navios de maior porte e, para isso, precisarão de portos equipados com a tecnologia que está sendo instalada no Complexo Portuário da Babitonga. Essa obra representa um avanço significativo e deixa Santa Catarina alinhada com o futuro da navegação”, destacou o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, durante o evento.
A vencedora da licitação para realizar a dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga foi a empresa belga Jan De Nul – Foto: Divulgação/Gladionor Ramos/NDTVQual empresa fará e qual investimento?
A vencedora da licitação para realizar a dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga foi a empresa belga Jan De Nul.
A obra foi viabilizada por meio de uma Parceria Público Privada entre os portos de São Francisco do Sul (público) e Itapoá (privado), com investimento de R$ 324 milhões.
O investimento privado será devolvido de modo parcelado até dezembro de 2037, aproximadamente 11 anos após o fim da obra.

O ressarcimento para Itapoá será em cima do adicional de tarifas portuárias geradas pelo acréscimo no número de navios que atracarem no porto e pelo aumento no volume de carga movimentada, a partir da conclusão da obra de aprofundamento.
A obra foi viabilizada por meio de uma Parceria Público Privada entre os portos de São Francisco do Sul (público) e Itapoá (privado), com investimento de R$ 324 milhões – Foto: Jonatã Rocha/Secom/NDComo será feita a dragagem?
O equipamento que fará o processo será o Galileo Galilei, uma draga de sucção com auto transporte.
Na prática, o tubo de sucção é colocado no fundo do mar e um sistema de bomba suga a mistura de solo e água, descarregando o material no hopper, que é o termo usado para descrever o porão do navio.
Quando o navio fica completamente carregado, ele navega até o local escolhido para o descarregamento e o material é depositado no fundo do mar. Em outros casos também pode ser bombeado para a terra.
A draga Galileo Galilei tem 166 metros de extensão e capacidade de cisterna de 18 mil m³. Além disso, conta com 32 acomodações.
Com a bandeira de Luxemburgo, ela ficou famosa após o alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú, mas já percorreu diversas cidades do litoral brasileiro, inclusive com trabalhos em outros portos.
Obras devem iniciar em 2025 – Foto: Porto de São Francisco do Sul/Divulgação/ND
Engordamento das praias: o que será feito com os sedimentos?
Metade dos sedimentos retirados, ou seja, cerca de 6 milhões de metros cúbicos de areia, serão utilizados no engordamento de 8 km de praias. São elas: Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Balneário Princesa do Mar, localizadas em Itapoá.
Quais os prazos?
A dragagem deve começar até o final de 2025, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026.
O Porto de São Francisco do Sul, no entanto, está buscando atender a todas as condicionantes ambientais previstas na licença de instalação da obra, para possibilitar a antecipação desse prazo.
FONTE https://ndmais.com.br/infraestrutura/entenda-sobre-a-maior-obra-de-engordamento-de-praias-de-sc/





