O que foi assinado
O memorando foi firmado entre a Infra S.A, vinculada ao Ministério dos Transportes, e o China Railway Economic and Planning Research Institute.
O acordo prevê estudos aprofundados sobre a malha ferroviária brasileira com enfoque multimodal: rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. O objetivo é alinhar os projetos já existentes.
No anúncio, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse que o Brasil “não é rasgado com ferrovias” e que isso começará a mudar com a nova parceria.
A pasta situou o memorando no eixo Rotas de Integração Sul-Americana, articulado com Novo PAC, Nova Indústria Brasil e Plano de Transformação Ecológica — iniciativas tratadas entre Lula e Xi Jinping desde 2024.

Como será o traçado da ferrovia bioceânica Brasil–Peru

Segundo o governo, o corredor bioceânico, que tem como parte a ferrovia bioceânico, se apoia em trechos internos:
-
FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste): do Porto Sul (Ilhéus-BA) até Mara Rosa-GO.
-
FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste): de Mara Rosa-GO até Lucas do Rio Verde-MT.
-
Ferrovia Norte–Sul (FNS): eixo que se cruza em Mara Rosa.
A partir de Lucas do Rio Verde, começaria o segmento rumo ao Peru, atravessando área fronteiriça de Mato Grosso, Rondônia e o sul do Acre até alcançar o Porto de Chancay, a 70 km de Lima.
O porto foi recém-inaugurado e construído com participação chinesa. Hoje já existe integração rodoviária no corredor BR-364 e BR-317 no Brasil e a IRSA Sur no Peru, que dá base à futura ligação ferroviária.
Objetivo econômico e regional
A ferrovia é apresentada pelo governo federal como vetor para reduzir prazos e custos de exportações brasileiras ao mercado asiático, aproximar cadeias produtivas dos vizinhos sul-americanos.
O projeto também deve fortalecer o turismo e a movimentação de cargas entre os dois oceanos, de acordo com o Ministério do Planejamento. Os estudos também devem medir impactos ambientais e sinergias com a matriz logística.

O que vem agora
Com o memorando, começa a etapa técnica de estudos de viabilidade, sob coordenação conjunta de Infra S.A. e do instituto chinês, e com articulação de Planejamento, Transportes e Casa Civil.
O escopo inclui cenários de traçado, demanda, engenharia, licenciamento e financiamento, além de diálogo com autoridades peruanas e instâncias legislativas.
FONTE https://ndmais.com.br/economia/ferrovia-bioceanica-brasil-peru-estudos-brasil-china/
